Distimia - a depressão persistente

Você se lembra de alguém que tem uma aparência mais tristonha desde que vocês se conhecem? Já deve ter passado pela sua cabeça em recomendar que ela buscasse ajuda de um psiquiatra ou psicólogo, porém você desistiu ao pensar "Ah! Mas ele sempre foi mais para baixo, não vai mudar!"


No entanto, é importante saber que existe um transtorno depressivo persistente - a distimia.


Esse quadro frequentemente começa na infância ou na adolescência. As pessoas com distimia apresentam um humor triste durante a maior parte do tempo. Além disso, quem sofre com distimia tem maior dificuldade de lidar com interações sociais, pensamentos recorrentes com viés negativo - com uma percepção mais negativa da vida - e de preocupação e dificuldade de concentração. Alterações de sono e de apetite também podem ocorrer.


Embora os sintomas sejam teoricamente mais leves que em um episódio depressivo maior, a distimia causa muitos prejuízos importantes para quem sofre com o transtorno.

Pacientes com o transtorno depressivo persistente podem ter um quadro mais grave quando um episódio depressivo maior se soma à distimia - o que tecnicamente é conhecido como depressão dupla. Muitos pacientes com distimia também apresentam outros transtornos mentais, como transtorno de pânico ou então uso abusivo de substâncias.


Então, embora precisamos sempre considerar a personalidade, o jeito e a história de vida de cada um ao fazer diagnóstico em psiquiatria, o fato de um padrão de comportamento ocorrer há muito tempo não exclui a possibilidade de ser uma questão que necessita de avaliação. Na dúvida, estimule seus familiares e amigos que manifestem algum grau de sofrimento mental a procurarem ajuda profissional. Nunca é tarde demais para o alívio do sofrimento psíquico e ajudar cada indivíduo a ter uma melhor qualidade de vida.




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