Todo esquecimento na pessoa idosa é sinal de doença de Alzheimer?

Atualizado: 24 de fev. de 2021

Quando uma pessoa com mais de 60 anos procura atendimento com queixa de esquecimento, o primeiro passo é tentar esclarecer o que ela ou o acompanhante querem dizer com esquecimento.


É parecido com o que acontece, por exemplo, quando procuramos atendimento por causa de uma dor abdominal. O médico nos pergunta sobre sintomas associados como enjoo ou febre, se a dor começou há menos de 24 horas ou já acontece há várias semanas - isso tudo para esclarecer melhor o que o paciente quer dizer com a queixa e definir a causa da dor.



Da mesma forma, precisamos fazer perguntas semelhantes sobre o esquecimento. É necessário entender o que o paciente quer dizer com esquecimento, há quanto tempo essa alteração foi percebida, se há um declínio constante ou quadro oscila. Além disso, o profissional vai avaliar fatores associados como o humor e do comportamento. Entender se o paciente tem ficado mais triste, ansioso, exaltado ou até com atitudes que às vezes escandalizam familiares e conhecidos são pontos chaves para o raciocínio diagnóstico.

Igualmente importante é conhecer o histórico de saúde do paciente. Saber se ele tem doenças crônicas como pressão alta, diabetes, problemas de tireoide, seus hábitos de vida, se usa remédios continuamente ou se começou a tomar algum recentemente e também avaliar a possibilidade de alguma doença aguda, como infecção urinária.

Ou seja, o esquecimento pode ser a manifestação de uma diversidade de quadros. A doença de Alzheimer uma doença neurodegenerativa normalmente de evolução lenta e é uma das principais causas de demência. Mas o esquecimento ou mudanças comportamentais no idoso pode ter outras causas como outros quadros demenciais, depressão, e alterações de doenças infecciosas ou metabólicas.


O diagnóstico correto é o primeiro passo para que o tratamento seja bem conduzido.

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